há tantas maneiras de descobrir como é ser infeliz. há
sempre as que custam mais, as que te roubam lágrimas, as que te tiram o fôlego.
as que nascem na mais pura das inocências, no desenrolar de uma brincadeira, e
que nem pedras chocando, viram fogo num instante e o calor exagerado faz a tua
mão saltar muito rápido da minha. e quando eu me sinto sem ti, nem cinco
minutos, é como se estivesse sem chão. como se estivesse numa pedra, mesmo no
meio de um rio cheio de crocodilos e todas as outras ficassem tão longe quanto
a tua mão estava da minha. infelicidade é a pior maneira de eu descobrir que
nem sempre sou perfeita contigo.
infelicidade é a pior maneira de eu entender que não pode ser tudo como
e quero, que as minhas palavras
magoam. e quando te magoam a ti,
instantaneamente perfuram o meu coração como se de uma espada se tratassem. e
dói. e eu fico a saber que infelicidade não se vê, não se toca. mas provoca-se.
quem tem o dom. e se tu tiveres o dom de me provocar infelicidade como tens o
dom de me fazer feliz, então eu admito, preciso de ti, aqui, para me fazer, nem
que seja por meros segundos, feliz e infeliz.