domingo, 2 de dezembro de 2012



há tantas maneiras de descobrir como é ser infeliz. há sempre as que custam mais, as que te roubam lágrimas, as que te tiram o fôlego. as que nascem na mais pura das inocências, no desenrolar de uma brincadeira, e que nem pedras chocando, viram fogo num instante e o calor exagerado faz a tua mão saltar muito rápido da minha. e quando eu me sinto sem ti, nem cinco minutos, é como se estivesse sem chão. como se estivesse numa pedra, mesmo no meio de um rio cheio de crocodilos e todas as outras ficassem tão longe quanto a tua mão estava da minha. infelicidade é a pior maneira de eu descobrir que nem sempre sou perfeita contigo.  infelicidade é a pior maneira de eu entender que não pode ser tudo como e quero,  que as minhas palavras magoam.  e quando te magoam a ti, instantaneamente perfuram o meu coração como se de uma espada se tratassem. e dói. e eu fico a saber que infelicidade não se vê, não se toca. mas provoca-se. quem tem o dom. e se tu tiveres o dom de me provocar infelicidade como tens o dom de me fazer feliz, então eu admito, preciso de ti, aqui, para me fazer, nem que seja por meros segundos, feliz e infeliz.